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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

     Estava desolada, perdida, sem rumo, o que era perfeitamente normal ... tendo em conta que o que me orientava e influenciava na vida eras tu. 
     E recomeçar essa vida sem te ter ao meu lado custou imenso. Redefinir o quotidiano, reconsiderar o que é uma relação, o que é o amor e principalmente reconstruir-me de dentro pra fora.
     Perdi-me mas encontrei-me, tardou mas consegui. Tenho tanto orgulho em mim por isso.

     Hoje posso afirmar que adoro ser emocionalmente independente, não há nada me traga mais admiração e liberdade que isso.
     Aprendi a ter amor-próprio, aprendi a respeitar-me e aprendi a recuperar o meu vetusto eu. Adoro ser eu, apenas eu sem ter que me partilhar com ninguém. Sinto-me verdadeiramente emancipada.


     Antes tinha pena, tanta pena. Atualmente estou tão grata pelo que aconteceu. Porque simplesmente adoro ser eu. Adoro. A liberdade não tem mesmo preço.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Já cá não venho há muito tempo.
A minha vida sofreu um grande trambolhão quando a minha relação de cinco anos terminou da pior forma.
Aconteceram algumas desgraças na família e eu ainda tive que ser forte pela minha mãe.
Mas eu agora tenho esperança de que a minha vida vai-se inverter.
Afinal de contas a vida é mesmo um ciclo.

terça-feira, 26 de março de 2013


"Me apego rápido demais às pessoas. Desapego mais rápido ainda. Mas o processo de desapego foi longo e dolorido. Foram precisos muitos adeus para chegar ao patamar que estou. Foram muitas lágrimas derramadas. Por um momento, cheguei a pensar que todas elas foram derramadas em vão, eu estava enganado. Mas se eu disser por ai que não sinto mais saudades, estarei mentindo. Às vezes, as lembranças saem da prateleira e me fazem relembrar de coisas que eu já deveria ter esquecido, e dói, apesar de tudo… Dói, sim, mas não tanto quanto antes. E quando doer demais, vou fazer o que venho fazendo desde então, sorrir, disfarçar, prosseguir… Foi sendo deixando que eu aprendi que não vale a pena chorar pelo que se foi. A vida ensina todos a valorizar aquilo que se têm nas mãos. Aprendi a deixar livre, o vento da vida faz o seu papel, leva o que não presta pra bem longe, e trás de volta aquilo que precisa ficar."

sábado, 12 de janeiro de 2013

Se o arrependimento matasse ...


Na minha vida há muita coisa que foi mal resolvida. Muita coisa por explicar, muita coisa por desculpar.
Se voltasse atrás provavelmente alteraria a maior parte do meu passado. E faz-me sentir tão triste enfrentar essa realidade. Porque só demonstra que todo o tempo que já decorreu da minha vida foi um desperdicio. A minha vida até hoje foi um desperdicio. Essa realidade dói tanto.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Imaginei. 
Assim só por acaso imaginei de como reagiria se algum dia me telefonasses e referisses o nome dela, como hoje, mas me noticiasses uma tragédia, que algo lhe tivesse acontecido e pusesse em causa o seu bem-estar. 
E aí, as lágrimas que por este assunto já não se soltavam parecia uma eternidade, de súbito caíam sobejamente como se de uma tempestade se tratasse. 


E já lá vai um ano e tal ...

terça-feira, 9 de outubro de 2012


Como explicar algo que nem eu mesma entendo?

Recordei antigos sentimentos expressos, despertando em mim a nostalgia. Custou-me imenso ver aquilo. Fragmentou o meu coração. Lembrou-me o quão despedaçado ele estava há um ano atrás. Dá-me pena. Imensa pena.

Eu sou assim. Posso não o demonstrar. Mas apego-me tanto e amo tanto as pessoas. 
Tanto que mesmo depois de um ano eu continuo a sofrer por elas, enquanto que elas julgam que não sinto-lhes a mínima saudade. É assim que tem que ser. É assim que as coisas têm que funcionar. Não é orgulho, é amor-próprio.

domingo, 16 de setembro de 2012


No outro dia, vi a tua letra. Não estava nada à espera de a ver ali. Soube o que andavas a fazer. E senti saudades. Mas senti saudades apenas da tua letra redonda e desalinhada rascunhada pelos os meus cadernos e livros. E isso mudou mesmo este ano que passou. 
E nunca a mais a terei de volta na desorganização das minhas páginas. Já fez um ano.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012


E por vezes ouvir palavras, e engoli-las em seco, sem se puder contra-argumentar e sem se puder defender, apenas soletrar factos que nos tornam mais frágeis, é uma auto-humilhação tão grande. E faz-me tão mal. Apenas isto arruinou por completo o meu dia. 

sábado, 7 de julho de 2012


O ano que passou foi doloroso mas triunfal. Doeu cada dia, desde o inicio até ao seu fim, cada um com a sua intensidade. Quando essa dor parecia estar a descer gradualmente surgia algo que interrompia esse bem-estar aparentemente momentâneo e quebrava temporariamente com as minhas esperanças de algum dia conseguir conquistar algo  ou ser feliz sem sentir falta do passado. Já muitas palavras redigi, muitos desenhos ilustrei. Mas a dor desapareceu mais do que eu algum dia imaginaria que desapareceria. Foi muita a força de vontade, foi muita a determinação. Cobri grande parte do vazio com conquistas pessoais, mas falta preencher esse espaço com pessoas. 
Necessito de preencher o espaço com pessoas, pois houve quem, sem hesitações, abandonasse o seu posto. Mais ninguém o substituiu; e as que ficaram não souberam preencher a lacuna.

Mas a dor permanece aqui, de forma apenas incómoda, mas permanece.

quinta-feira, 28 de junho de 2012


Fuck all and everybody.

p.s. Já disse e volto a dizer, o facto de sentir a tua falta não quer dizer que te queira de volta na vida até porque, aparentemente, me dei MUITO bem sem ti.